Endividamento das famílias voltou a subir em Janeiro

O percentual de famílias brasileiras que relataram ter dívidas (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) alcançou 66,5% em janeiro, uma alta de 0,2% em relação a dezembro de 2020 e de 1,2% em relação a janeiro de 2020. O aumento da proporção de famílias endividadas no primeiro mês de 2021 é a segunda alta seguida do indicador.

Já, em Porto Velho, depois de um recuo, em setembro do ano passado, quando estava em 60,2%, o número de famílias endividadas voltou a subir pela quarta vez seguida, em janeiro, chegando a 67,2% – o maior percentual desde o início da realização da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em janeiro de 2010, que corresponde a 107.370 endividados na nossa capital. Como se observa o percentual de endividados em Porto Velho é 10,1% maior do que a média nacional.

Inadimplência e condições para pagamento das dívidas pioram

A alta nas famílias brasileiras também ocorreu na inadimplência: após ter alcançado 16,1% em junho do ano passado, a proporção das famílias que se declararam muito endividadas reduziu-se até dezembro, mas, registrou um novo aumento em janeiro, chegando a 14,4% do total de famílias. A comparação anual registrou ligeira queda de 0,1%. Já o número de famílias que se reportam pouco endividadas diminuiu na margem para 28% em janeiro. Por outro lado, em Porto Velho a proporção de famílias que se declararam muito endividadas aumentou de 13,8% para 14,8%, um aumento de 1,1%, porém, ainda mais elevado 1% do que a média nacional. Janeiro também registrou a segunda alta consecutiva do percentual de famílias sem condições de pagar as dívidas em dia. Em janeiro, este item, em Porto Velho, subiu dos 19,4%, para os 21,4%, o que representa mais do que o dobro da média nacional que, em janeiro, foi de 10,9%, uma queda em relação aos 11,2% de dezembro.  

A coleta dos dados desta pesquisa anteriormente à semana em que, como resultado da pandemia, se restringiu ainda mais o comércio, mostrou que este foi um fator preponderante para a piora nos indicadores de inadimplência. Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO e vice-presidente da CNC, Raniery Araujo Coelho, é tempo de se pensar na retomada do crescimento. “Acreditamos que as autoridades já estão repensando novas medidas de combate ao vírus, diante das reuniões que temos participado, talvez com a aceleração das vacinas, pois, conforme as pesquisas demonstram não é o comércio, nem de longe, um dos maiores responsáveis pela disseminação do vírus, mas, está pagando um elevado preço em termos de perda de receitas e empregos que se reflete nos níveis mais altos de inadimplência”, afirmou Raniery.

Fonte: Fecomercio RO

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